sábado, 10 de outubro de 2015

Documentário “Excursão por uma Cidade Cega” prossegue na reflexão sobre os limites e possibilidades da Cidade



Narrativa se apoia no processo de criação e apresentação do espetáculo performático Cidade Cega; Première do documentário será no dia 20 de outubro, no Teatro Martim Gonçalves

Das ruas do Centro de Salvador para as telas, esse foi o caminho percorrido pelo documentário “Excursão por uma Cidade Cega”, que tem como eixo a reflexão sobre os variados tipos de cegueiras existentes, tema que foi explorado pelo espetáculo performático Cidade Cega, que esteve em cartaz no mês de julho deste ano. Segundo Davi Arteac, diretor do documentário, a adrenalina da produção no espaço urbano está aberto e sujeito a surpresas, sem dúvida, foi um desafio a mais a ser vencido.  A estreia do filme será no dia 20 de Outubro, às 19 horas, no Teatro Martim Gonçalves, com acesso gratuito. A exibição será seguida por um debate sobre Intervenção Urbana.

A proposta do “Excursão por uma Cidade Cega” é continuar  e aprofundar  a reflexão sobre as diferentes cegueiras, através da ótica da câmera. Para tanto, Arteac  revela , entre sutilezas, as múltiplas facetas das cegueiras existentes na Cidade, por meio de imagens, relatos e cenas, que retrataram o percurso do Cidade Cega, dos atores ao público, da sala de ensaio à rua.   O espetáculo performático, concebido e encenado por Carlos Alberto Ferreira tem inspiração nas obras como Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, e a peça Os cegos, de Michel de Ghelderode e Maurice Maeterlinck, além das poesias de Sonia Rangel, buscou retratar a Cidade sob uma nova perspectiva. O texto foi interpretado por atores com deficiência visual e chamou a atenção da cena artística de Salvador por mesclar os gênero de teatro de rua com performance artística. 

Após a exibição o espectador terá a oportunidade de continuar a discussão do tema em um debate com Danielle Moraes, professora de Artes da Universidade Federal de Viçosa, Ines Linke  professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Carlos Alberto Ferreira, encenador do espetáculo Cidade Cega e também professor da  UFBA.
O documentário conta com o apoio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  Já o projeto Cidade Cega foi um dos contemplados no edital FUNARTE Artes na Rua 2014 e contou com o apoio da Escola de Teatro da UFBA.

Serviço
O que: Excursão por uma Cidade Cega
Quando: 20 de Outubro às 19h  
Onde: Teatro Martim Gonçalves, Escola de Teatro,  Canela  
Quanto: Gratuito
Informações: cegacidade@gmail.com

Teaser:

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Documentário Excursão por uma Cidade Cega

É com imensa satisfação que o Cidade Cega vem anunciar a exibição do documentário "Excursão por uma Cidade Cega" dirigido por Davi Arteac, será no dia 20 de outubro, no Teatro Martim Gonçalves, às 19horas. É gratuito!!!!
O documentário retrata o processo de montagem e de encenação do espetáculo, trazendo depoimentos da equipe, do elenco e do público.
Após a exibição teremos uma mesa de debate sobre Intervenção Urbana! 
Compareçam!!! 


Teaser do Cidade Cega

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Coral do CAP tem participação especial na apresentação da performance teatral Cidade Cega



Foto: Ingrid Lago 
Descrição da foto: fotografia horizontal em preto em branco da apresentação do Coral do CAP na estreia da peça Cidade Cega. Na foto, os integrantes do coral estão lado a lado na calçada com a praça do Campo Grande ao fundo.. Do outro lado da rua, há um homem agachado na frente de várias faixas brancas fotografando o coral.

Formado por deficientes visuais, o Coral do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP) participa de uma das cenas mais produzidas e aguardadas da performance teatral Cidade Cega.  A intervenção do coral acontece no meio do cruzamento do Campo Grande, e o grupo, formado por 30 coristas, literalmente para o trânsito com a interpretação da música Rua da Passagem (Trânsito), de autoria de Lenine mais conhecida na voz de Ney Mato Grosso.

O espetáculo Cidade Cega  mistura as linguagens teatrais e de intervenção urbana, tem o texto inspirado no livro  Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, e nas peças Os cegos, de Michel de Ghelderode e Maurice Maeterlinck e segue em cartaz até o dia 26 de julho.

Confira o álbum de fotos na Fanpage do Cidade Cega.

Serviço
O que: Cidade Cega
Quando: 17 a 26 de julho
17, 19, 24 e 26/julho sextas e domingos, às 19h (inscritos devem chegar às 18h) e
18 e 25/julho sessões extras às 18h e 20h nos sábados (os inscritos devem chegar uma hora antes)
Onde: Praça do Campo Grande, Salvador
Quanto: Gratuito (prévias através do blog cidadecega.blogspot.com.br ou presenciais na escola de Belas Artes, uma hora antes de cada apresentação)







terça-feira, 21 de julho de 2015

Entrevista com Carlos Alberto Ferreira para o programa Entre Amigos Tradição e Cultura da rádio Excelsior

Confiram a entrevista que o nosso encenador Carlos Alberto Ferreira concedeu nesta segunda-feira (20), para o programa Entre Amigos Tradição e Cultura da rádio Excelsior AM 840. Está imperdível!




O Espetáculo Teatral Cidade Cega segue até o dia 26 de julho, na praça do Campo Grande.
Nos dias 24 e 26/julho, sexta e domingo, as apresentações serão às 19h (inscritos devem chegar às 18h).

No dia 25/julho haverá duas sessões, às 18h e 20h (os inscritos devem chegar uma hora antes)

sábado, 18 de julho de 2015

Estreia do Cidade Cega para o Campo Grande

Espetáculo performático segue em cartaz até o dia 26 de julho

Foto Juliana Souza_Freeda Comunicacação


Olhares curiosos e estranhamento dos transeuntes, múltiplos sentidos provocados e um novo olhar sobre a cidade por parte do público participante. Estes foram alguns dos sentimentos e sensações provocados na estreia do espetáculo performático Cidade Cega na última sexta-feira (17/07), no Largo do Campo Grande. O espetáculo, que mistura as linguagens teatrais e de intervenção urbana, tem o texto inspirado no livro  Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, e nas peças Os cegos, de Michel de Ghelderode e Maurice Maeterlinck e segue em cartaz até o dia 26 de julho.

E a apresentação do Cidade Cega parou o Campo Grande, literalmente, por alguns minutos, quando o cruzamento foi tomado por 30 artistas do Grupo Noz Cego e do Coral do CAP (Centro de Atenção a Pessoas com Deficiência Visual) e pelo público que acompanhava a obra. De acordo com a estudante Ana Carolina as sessões provocadas pelo espetáculo são difíceis de descrever: “Ainda são muitas coisas para digerir, após ter os olhos vendados você perde o refencial de onde está, dá um nó na garganta, e outros sentidos se ampliam. Sou muito observadora, mas entendi o quanto escuto pouco os outros e a própria cidade”, resume.

Foto: Alessandra Novais

Outra participante do Cidade Cega também compartilha da explosão de sentimentos proporcionada pela performance. “Tive vontade de chorar, de desistir no meio do caminho, mas resolvi confiar e continuei. A partir daí tudo foi mais intenso, tato, cheiros, e o barulho da cidade ficaram mais perceptíveis e até assustadores”, avalia Ivanete Pereira Neto, turista de São Paulo.

De acordo com o idealizador e encenador do Cidade Cega, Carlos Alberto Ferreira, essa explosão de incógnitas e sentimentos por parte do público participante e da plateia de expectadores já era esperada. “A linguagem usada pelo Cidade Cega é pouco usual e muitas vezes o público só vai entender melhor a experiência do espetáculo algum tempo depois. O importante é o questionamento sobre as várias formas de cegueira que existem na Cidade”, esclarece.

O projeto Cidade Cega foi um dos contemplados no edital FUNARTE Artes na Rua 2014 e conta com o apoio da Escola de Teatro da UFBA.  E  segue com inscrições online e presenciais abertas até o dia 26 de julho.

Serviço
O que: Cidade Cega
Quando: 17 a 26 de julho
17, 19, 24 e 26/julho sextas e domingos, às 19h (inscritos devem chegar às 18h) e
18 e 25/julho sessões extras às 18h e 20h nos sábados (os inscritos devem chegar uma hora antes)
Onde: Praça do Campo Grande, Salvador

Quanto: Gratuito (prévias através do blog cidadecega.blogspot.com.br ou presenciais na escola de Belas Artes, uma hora antes de cada apresentação)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Entrevista para o Roda Baiana da Rádio Metrópole

Faltam apenas 2 dias para a estreia do espetáculo performático Cidade Cega e o nosso encenador Carlos Alberto Ferreira concedeu entrevista para o programa Roda Baiana da rádio Metrópole FM - 101.3. A entrevista foi ao ar nesta terça-feira (14). Confira:


Não perca também a segunda da entrevista:



Ainda não se inscreveu para participar do Cidade Cega? Garanta a sua inscrição aqui mesmo no blog, na aba Como Participar do Espetáculo. Restam poucas vagas presenciais!

Serviço
O que: Cidade Cega
Quando: 17 a 26 de julho
17, 19, 24 e 26/julho sextas e domingos, às 19h (inscritos devem chegar às 18h) e
18 e 25/julho sessões extras às 18h e 20h nos sábados (os inscritos devem chegar uma hora antes)
Onde: Praça do Campo Grande, Salvador 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cartaz do Cidade Cega


Orientação do Cartaz: Vertical

> Na parte superior do cartaz está localizada a marca da FUNARTE (cor branca), ao lado da marca do Ministério da Cultura (cor branca) e Governo Federal (cor branca, verde e amarela). Todas as três marcas estão centralizadas na área superior do cartaz.

> Descendo mais um pouco está estrito o título do trabalho: Cidade Cega (cor branca, todas as letras em caixa alta, sendo que os "C"s estão em um tamanho maior. Existem alguns pontos desfocados nas palavras.

> Abaixo do título está escrito : ENCENADOR - CARLOS ALBERTO FERREIRA (Cor cinza claro), todas as letras em caixa alta e num tamanho menor que o título do cartaz.

> Do centro direito do cartaz está escrito: 17, 19, 24, 26 (Cor branca) Às 19 horas. Em outra linha abaixo 18 e 28 Às 18 horas e 20 horas está escrito: JULHO (em caixa alta e cor branca). E na última linha abaixo está escrito: LARGO CAMPO GRANDE SSA/BA (cor branca e em caixa alta).

> A imagem de fundo do cartaz é de uma rua de cidade grande a noite com postes, asfalto, luzes dos estabelecimentos, casas, postes e carros. Está tudo em preto e branco. A imagem está fortemente desfocada, existindo poucas áreas nítidas. Na medida em que vamos olhando os níveis acima da rua, percebemos que há um nível maior de desfoque e dissolução dos elementos da imagem, transformando tudo em rajadas de pontos luminosos. Na área superior do cartaz os pontos luminosos vão se desfazendo, dando lugar a escuridão total da noite.

> O rodapé do cartaz está exibindo as seguintes informações: abaixo da imagem “Este projeto foi contemplado pelo PRÊMIO FUNARTE ARTES NA RUA (CIRCO, DANÇA E TEATRO) 2014 (cor branca)”, abaixo na tarja branca da esquerda para a direita: APOIO (as letras em caixa alta e cor preta), a logomarca da UFBA (cor azul e amarela e branca), o PPGAC (cor preta e vermelha), Grupo Noz cegos (cor preta) e CAP (cor azul e vermelha) e Freeda Comunicações (cor preta). do lado direito está a seguinte informação: Para participar do espetáculo e obter maiores informações acesse: cidadecega.blogspot.com.br (cor preta)


Entrevista para o Frequência Baiana na rádio Band News

Quer saber mais sobre a concepção e inspirações para o espetáculo performático Cidade Cega?

Então ouça as duas partes da entrevista que foi ao ar nesta quinta-feira (09/07) no programa Frequência Baiana, da Rádio Band News FM (99,1).



Acompanhe também a segunda parte da entrevista:


E não perca tempo para realizar a sua inscrição e participar desse espetáculo inovador no cenário baiano.

Se inscreva aqui mesmo no blog, na aba Como Participar do Espetáculo. Restam poucas vagas presenciais!

Serviço
O que: Cidade Cega
Quando: 17 a 26 de julho
17, 19, 24 e 26/julho sextas e domingos, às 19h (inscritos devem chegar às 18h) e
18 e 25/julho sessões extras às 18h e 20h nos sábados (os inscritos devem chegar uma hora antes)
Onde: Praça do Campo Grande, Salvador 

domingo, 28 de junho de 2015

Confiram as imagens do ensaio da peça Cidade Cega


Descrição da foto:

Fotografia em preto e branco de um ensaio da peça Cidade Cega. Seis pessoas ( dois homens e quatro mulheres) de mãos dadas formam uma roda em uma sala com cadeiras vazias. A imagem é refletida em um grande espelho que há na sala. Fotografia de Victor Hugo Sá
 — em Escola de Teatro UFBA.


Descrição da foto:

Fotografia em preto e branco de um ensaio da peça Cidade Cega. Na imagem está um grupo de cinco pessoas (três mulheres, Val na parte esquerda da fotografia, Cristina ao fundo e Milena Flick com os olhos vendados; e dois homens, Carlos Alberto Ferreira, ao lado de Milena, e Cláudio próximo a parede) andando em círculos em uma sala vazia. Fotografia de Victor Hugo Sá
 — em Escola de Teatro UFBA.



Descrição da foto:

Fotografia em preto e branco de um ensaio da peça Cidade Cega. Na imagens estão dois homens: o primeiro, Cláudio, ator/performer de cerca de 50 anos está abaixado e com os braços erguidos, o segundo,Carlos Alberto Ferreira, homem tem cerca de 30 anos é o encenador (diretor) da peça e está de pé, orientando o trabalho corporal do ator. Fotografia deVictor Hugo Sá
 — em Escola de Teatro UFBA.



Espetáculo performático Cidade Cega estreia em Salvador


Projeto propõe ao público  ampliar e refletir sobre as possíveis cegueiras; texto é  inspirado nas Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, e a peça Os cegos, de Michel de Ghelderode e Maurice Maeterlinck.  


Experenciar a Cidade sob uma nova ótica é o desafio do espetáculo performático Cidade Cega, que estreia na Praça do Campo Grande no dia 17 de julho.  A proposta é que o público, que também será participante,  possa perceber a Cidade além do sentido da visão e ampliar, com isso, a sensorialidade sobre a cidade.  O que resta da Cidade sem a visão? Cheiros, sabores,  tato, audição e um elemento extra: a confiança. “Queremos conquistar a confiança dos participantes da performance, pois durante todo o tempo eles estarão com olhos  vendados e guiados por nós. Só vai sentir quem se permitir”, alerta  Carlos Alberto Ferreira, encenador que idealizou a performance teatral a partir de sua pesquisa de doutorado na Escola de Teatro da UFBA.  


Na condução desse espetáculo estão cinco atores do grupo de teatro Noz Cegos, formado por deficientes visuais, além de uma atriz vidente, Milena Flick.  A experiência de participar do espetáculo performático é gratuita, a cada exibição são disponibilizadas 20, 10 para inscritos presenciais e a outra metade para inscritos na plataforma do blog cidadecega.blogspot.com.br.    

Descrição da foto:

Fotografia em preto e branco de um ensaio da peça Cidade Cega. Uma fileira de quatro pessoas (na frente Cristina guiando o grupo, atrás Gilson Ferreira, em seguida, Val e, por fim, Rutiara que está com os olhos vendados e é a última da fila. Em outra direção, Milena Flick caminhando em sentido contrário das outras pessoas. Fotografia de Victor Hugo Sá
 — em Escola de Teatro UFBA.
“O espetáculo se propõe a pensar a cegueira de uma forma amplificada e poética. É cego aquele que não ver ou é cego aquele que se recusa a enxergar uma pessoa ao lado e ignorar a realidade? O que é de fato o resultado de uma cegueira?”, questiona Carlos Alberto. O texto é inspirado nas obras literárias Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, e a peças Os cegos, de Michel de Ghelderode e Maurice Maeterlinck, sendo estas responsáveis por criar uma dramaturgia em que atores e público constroem conjuntamente uma intervenção urbana no Centro de Salvador.


As narrativas são conduzidas por atores/performers que vão guiar estimular os participantes (que estarão com os olhos vendados) a vivenciar e construir uma experiência a partir da ampliação dos demais sentidos, para além da visão, construindo um sentido metafórico da Cidade, onde as emoções  e sessões de público também serão também elementos dramatúrgicos do espetáculo. 
Descrição da foto:

Fotografia em preto e branco de um ensaio da peça Cidade Cega. Seis pessoas ( dois homens e quatro mulheres) de mãos dadas formam uma roda em uma sala com cadeiras vazias. A imagem é refletida em um grande espelho que há na sala. Fotografia de Victor Hugo Sá
 — em Escola de Teatro UFBA.
Integração é mais que inclusão

Em torno de 30 artistas participam da  intervenção urbana,  sendo a maioria deficientes visuais.  Além dos cinco  atores do  grupo Noz Cegos, também participam alguns integrantes do Coral do CAP (Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual) . A inclusão desses artistas, no entanto, não é a causa do espetáculo, e sim uma consequência, pois com o tema cegueira em mãos, o  encenador percebeu que atores videntes ou cegos poderiam causar o mesmo impacto final. Porém, Carlos Alberto Ferreira  preferiu optar pelo desafio artístico de integrar artistas videntes e  deficientes visuais que carregam em si a inquietação de compreender a cidade de uma maneira mais investigativa e sensorial.

“Não somos cegos atores, somos atores cegos”, sintetiza o ator Cláudio Vilas Boas,  que já participou de outros espetáculos teatrais e se mostra ansioso com a reação do público, que dessa vez terá a oportunidade de se concentrar em outros sentidos para experienciar uma obra artística.  Para Claúdio, outra diferença marcante, é que a performance não foca apenas  nas dificuldades de inclusão dos deficientes visuais, mas sim nas dificuldades de qualquer cidadão.
O projeto Cidade Cega foi um dos contemplados no edital FUNARTE Artes na Rua 2014 e conta com o apoio da Escola de Teatro da UFBA.  

Serviço
O que: Cidade Cega
Quando: de 17 a 26/julho sextas, sábados e domingos, às 19h (inscritos devem chegar às 18h) e sessões extras às 20h nos sábados (18 e 25/07)
Onde: Praça do Campo Grande, Salvador
Quanto: Gratuito (inscrições prévias através cegacidade@gmail.com)


Assessoria de imprensa/ Freeda Comunicação 
Rebeca Bastos (71) 8511 3892 / 9319 5413

Juliana Souza (71) 9399-5857

domingo, 21 de junho de 2015

Experiência do dia 02 de junho, Campo Grande, e Relato de Experiência


Um começo...

Alguns dias atrás, no dia 02 de junho, o espetáculo performático Cidade Cega realizou a primeira experiência com os alunos da turma da professora Lilith Marques, na disciplina Dicção I, da Universidade Federal da Bahia. Esse encontro instaurou uma relação de confiança e de desejo entre as pessoas que aceitaram participar desta vivência de andar com os olhos vendados. Sentir? Refletir? Pensar? Questionar?

Talvez sejam essas as perguntas/palavras para tentarmos expressar uma noção de Cidade. De nos sentirmos como parte deste fenômeno da urbanização. Quantas cidades desiguais, os perigos, as responsabilidades, os desafios, mas, também, um lugar do encontro, do inusitado, dos seres. A via maior desse projeto é buscar um meio de fazer que percebamos que a cidade é uma conjugação plural.

Apesar dos inúmeros singulares que existem pela urbe, a cidade é sem dúvida, um efeito de um coletivo, de sujeitos e estruturas que compõem esse labirinto urbano. Abaixo os relatos das pessoas que participaram e se entregaram à experiência urbana, cujo objetivo é experimentar. A razão está no sentir os objetos, mas também a si próprio; reflexão através da experiência do agora; resposta de um questionamento da ação, pois pensar sobre, torna-se um elemento de algo acontecido.

Enfim, essas vivências são aperitivos de algo que estamos preparando para julho.


Relato de Experiência:

Relato 1:

Cidade Cega, um bom nome para nomear uma das percepções que tive ao viver o experimento com os atores cegos do elenco do projeto “Cidade Cega” no dia 02 de junho. Eu e mais seis pessoas vendadas, fui conduzida por um homem cego, Gilson, pelas ruas do Campo Grande e Canela, em Salvador. Não faço ideia de quanto tempo durou a experiência. Tempo e espaço foram dimensões que se diluíram, ou melhor, se transformaram na minha percepção da experiência sensível; perdi noções rotineiras de tempo-espaço, para ganhar outras. Percebi que sou cega para um monte de outras formas de experienciar a cidade de Salvador, como o contato com o piso, por exemplo. Os sons e cheiros, o ar... a percepção da umidade do ar! Nossa foi como se estivesse pela primeira vez vivendo a experiência de caminhar na rua. Contudo também refleti muito sobre as condições dos cegos, como nossa cidade de Salvador está mal preparada para receber os deficientes visuais. Tive ainda uma experiência incomun, quando uma pessoa da produção se juntou à fila que eu estava e começou a imitar uma pessoa da rua. Pensei mil coisas, que era um mendigo bêbado ou que era um adolescente tentando tirar sarro de nós. Percebi então como (na rua) as relações humanas são jogadas às escuras ao estabelecer um vinculo imediato de confiança com o outro; contudo, nós que enxergamos temos ao menos a imagem física, visual, de nosso interlocutor para avaliar se confiamos ou não nele, o cego (na rua), não tem nada mais do que a voz e a informação que a pessoa está passando sobre ela mesma; ou seja, para o cego, relacionar-se no âmbito público com estranhos é um grande ato de confiança no ser humano. Me impressionou muito isso. Cidade Cega é uma proposta artística revolucionária no mundo dos sentidos, cada um precisa vive-la para tirar as próprias conclusões!

Lilith Marques, professora da UFBA, atriz do Grupo Panacéias Delirantes

Relato 2:

Nunca tinha visto a cidade do jeito que vi estando 'cega'. Não imaginava como o barulho dos carros poderia ser aterrorizante, quando não se pode ver para onde eles estão indo. Nunca pensei que descer um passeio para atravessar uma rua pudesse ser como cair de um abismo em direção ao desconhecido. Mas a segurança e a suavidade das palavras da nossa condutora Cristina me deram mais confiança para continuar a caminhada até o Campo Grande. Tudo era novo e, em minha mente, eu estava criando
os caminhos por onde passava. Foi muito revelador ser conduzida por uma cega, desconstruir muitos conceitos equivocados sobre como eles deveriam se sentir na rua sozinhos. O mais emocionante foi quando, no final do trajeto, sentados no banco da praça, ouvimos as palavras de Cristina: 'Abram os olhos, vocês deixaram de ser cegos'. Foi como um renascimento para a forma como eu vejo e vivencio o mundo ao meu redor. Inesquecível!


Siomara Coelho, aluna da UFBA.

Vídeo Depoimento

O vídeo abaixo é com Cláudio Marquês, o ator/performer relata sobre sua experiência, sobretudo, discursando um pouco do que é o Cidade Cega!




Vídeo Depoimento



O vídeo depoimento desta vez é com Rutiara Santos:



terça-feira, 9 de junho de 2015

terça-feira, 2 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ensaio/Intervenção



O espetáculo/performático Cidade Cega, que tem data de estreia para o dia 17 de julho de 2015, está realizando suas experiências no Largo do Campo Grande e na Praça Campo Grande, Salvador – Bahia. 


No último sábado, 30 de maio, realizamos um ensaio/intervenção. Nossa montagem tem como objetivo provocar o uso dos sentidos em uma vivência pelas ruas de Salvador. E foi nessa provocação que um casal de senhores participaram conosco. 


Foi incrível o relato da senhora, falando o quanto é difícil andar por uma cidade com vendas. Além disso, falou sobre a importância da experiência.

O trabalho conta com narrativas e vivências que são conduzidas por cegos, buscando em si um deslocamento sobre a compreensão de cidade. As experiências que o Cidade Cega está trazendo para discussão, visa sobretudo um encontro de diferentes pessoas. Pois, todo mundo tem direito a vida e todo mundo tem direito igual. Será? 

Perguntas como esta faz parte dos nossos encontros. Então, esse espaço do blog é um lugar para compreender essas fissuras que fazem parte da cidade.


Abaixo algumas fotos do processo. Se interessou? Curta nossa página no Facabook. Dúvidas, entre em contato conosco para maiores informações.  Fiquem atentos, pois em breve informaremos sobre o processo de participação do espetáculo.



 No Largo do Campo Grande, Salvador - Bahia. Um casal com os olhos vendados e Rutiara, guiando-os durante o ensaio. Foto: Carlos Alberto Ferreira


Sentados na calçada da esquerda para direitra. Cristina, Cláudio, Val e Léo. Todos estão fazendo... sabe o que é? Não? Ah, vá no dia 17, 18, 19, 24, 25 ou 26 e você descobrirá. 
Foto: Carlos Alberto Ferreira

Gilson e Milena tocando uma árvore no Largo do Campo Grande. 
Foto: Carlos Alberto Ferreira

Foto tirada do outro lado da rua, ao fundo, Gilson, Dadiele, Milena e Cláudio, todos sentados no chão da calçada. Foto: Carlos Alberto Ferreira

sábado, 23 de maio de 2015

Intervenção no Campo Grande - Março de 2014








Intervenção Urbana – Processo inicial Cidade Cega, realizada no dia 27 de fevereiro de 2015, na Praça Campo Grande, Salvador – BA. Cada Ator/Performer criou uma ação performática para pensar outras maneiras de sentir a cidade, de viver a cidade, de pensar a cidade, de usar a cidade. Pensando que, a cidade é um espaço para todos, que todos tem direitos iguais. Mas será que isso é real?

Valmira está com o braço esquerdo levantado, Carlos em pé colocando fichas em braille pelo corpo de Valmira e Felipe agachado tirando foto. Foto: Victor Hugo Sá.


Na frente da Casa Branca da Escola de Teatro, próximo à fonte. Na frente, Val com o seu varal de bilhetes em Braille, atrás, Cláudio, Gilson, Rian, Cristina e Jamile. Foto: Victor Hugo Sá.




 Cristina sentada em um banco, em suas mãos um livro de cabeça para baixo, próximo a ela, a bengala entre seus braços, juntamente com folhas de papel em branco. Cristina usa calça, camisa e óculos escuros.





Foto pós as intervenções realizadas na Praça Campo Grande, dentro de uma sala da Escola de Teatro da UFBA. Na foto, da esquerda para direita: Felipe, Val, Carlos, Gilson, Jamile, Marcos, Rian, Cláudio, Cristina e Rutiara. Foto: Victor Hugo Sá.








De onde veio a ideia de trabalhar Cidade Cega?

Então, em 2013, no interior do estado de São Paulo, na cidade de Itapetininga, realizei um projeto intitulado Tecendo a nossa história, que contou com a participação da comunidade, tanto da zona urbana, quanto rural, e com os alunos do Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual – CEPREVI. O projeto que teve apoio da Fundação Nacional de Arte - Funarte, resultou-se em um documentário, cuja as gravações das entrevistas, da cidade de Itapetininga, os registros históricos foram realizados pelos (as) alunos (as) participantes. O objetivo maior da vivência do projeto Interações Estéticas era pensar na relação da zona rural e urbana da cidade, uma vez que, no estado de São Paulo, Itapetininga está como uma das maiores cidades que possui um território rural.
Em vista disso, o início da proposta era justamente identificar o processo evolutivo da cidade, buscando o contraponto entre esses dois polos Rural e Urbano. Mas, quando fomos, – fomos é igual a Priscilla Leal e eu –, iniciar o projeto e conhecer o Ponto de Cultura Meninos da Porteira, nos deparamos com um espaço de estudo e reabilitação visual, ou seja, era uma instituição que trabalhava com pessoas cegas e de baixa visão. O projeto inicial enviado para Funarte nem se quer mencionava a questão de trabalhar com pessoas com deficiência, independente de qual deficiência fosse, entretanto, movido por um desejo e por ter experiência alguns anos com o público deficiente, em conversa com minha companheira e acordado entre ambos, convidei-os para participar do documentário que possuía como finalidade falar sobre a cidade de Itapetininga, a partir do olhar rural e urbano, mas com a inserção dos cegos do CEPREVI, o documentário teria um viés sensorial na compreensão de cidade pela vivência do cego.
A primeira pergunta que ouvi da comunidade foi: “mas, como fazer com que eles filmem?, pois eles são cegos!”, foi justamente este o ponto de partida, mostrar as inúmeras possibilidades de fazer e pensar a arte por via dos outros sentidos.
            Abaixo o teaser do documentário Tecendo a Nossa História:


https://www.youtube.com/watch?v=0zHHOcwv4qs


Após a estreia do documentário, minha inquietação permaneceu. E, assim, uma questão, como pensar em uma cidade mais sensorial do que visual? Em 2014 ingressei no doutorado do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas para pensar, refletir e, sobretudo, experimentar essas práticas de vivência performática de compreender a cidade de uma maneira mais investigativa e sensorial, dessa forma o projeto possui como objeto de investigação a potencialização dos sentidos (tato, audição, olfato e paladar) como meios de percepção da cidade de Salvador, e os instrumentos para acessar o presente trabalho dar-se-á por meio de performances arts que suprimem a visão. Em vista disso, a partir de um conceito do qual me baseio encontrada na bibliografia de Renato Cohen, o encenador/performer, buscarei me entender no processo de criação como um agente criador e interventor no espaço urbano, agindo juntamente na criação de obras artísticas.